Liverpool batia o Chelsea por 1 a 0 até os 49 minutos da fase final. Mas infelicidade de Riise estragou a festa
O jogo só acaba quando termina, diz um ditado do futebol. Ontem, a castigada frase se fez presente no duelo de ida das semifinais da Copa dos Campeões, entre Liverpool e Chelsea, em Anfield Road. Um castigo dos
mais dolorosos para os donos da casa. Os Reds venciam por 1 a 0, sua torcida fazia festa e só aguardava o apito final. Eis que, no último ataque do jogo, surge o empate do Chelsea, aos 49 minutos, com cabeçada certeira, mas contra, de
John Riise.
Festa de um lado, abatimento geral do outro. Incrédulo, o goleiro Reina olhava para o céu com as mãos na cabeça. Mascherano e Torres seguravam as lágrimas, com semblantes fechados, enquanto o vilão do duelo, agachado, com dedões nos
olhos, sofria sozinho. No jogo de número 345 pela equipe da terra dos Beatles, o lateral-esquerdo substituiu Fábio Aurélio e, no fim, jogou fora importante vantagem de sua equipe.
Caso confirmasse o 1 a 0, o Liverpool jogaria por um empate na próxima quarta-feira, no Stamford Bridge, em Londres, para decidir a competição mais uma vez. Apenas nas últimas três edições, foram duas finais. Levantou a taça em 2005 e
caiu na decisão em 2007. Agora, terá de fazer gols na casa do rival, já que a igualdade 0 a 0 beneficia o Chelsea, pelo gol anotado no estádio adversário ontem.
O gol do Liverpool surgiu aos 43 minutos da fase inicial, após falhas da defesa. A bola acabou nos pés de Kuyt e o holandês não teve trabalho para empurrar para as redes, por entre as pernas do goleiro.
Mas era preciso uma vantagem maior, que só não veio na etapa final por causa de Petr Cech. Como quem não faz toma, também ensina o dito, eis que surgiu o castigo.
O reserva Salomon Kalou cruzou para Malouda, outro jogador vindo do banco. No caminho, apareceu Riise, também suplente. O firme holandês quis cortar e errou o alvo. Desviou às próprias redes, calando o estádio. 'Estou machucado, mas não
podemos culpar nenhum jogador', disse o técnico Rafa Benítez. 'Só lamento pelas chances desperdiçadas.'
O resultado deixou os blues confiantes em chegar à sua primeira decisão da competição na história. Seu técnico, o israelense Avram Grant, estava eufórico após o empate, a ponto de ignorar as grandes defesas de seu goleiro, Petr Cech.
Não fosse o camisa 1, o Chelsea deixaria o campo lamentando uma derrota por dois ou três gols.
'Controlamos o jogo, errando apenas no gol de Kuyt', exagerou. 'E conseguimos um grande resultado. Queremos ir à final e hoje demos um grande passo para chegarmos lá', festejou.
Fonte:Estado