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  EUA detêm suposto espião de Israel

Ben-Ami Kadish é acusado de entregar informações sobre armas nucleares, mísseis e aviões de combate

Reuters e AP, Washington

Autoridades dos EUA prenderam ontem Ben-Ami Kadish, um engenheiro americano acusado de entregar segredos militares para o governo de Israel nos anos 80. De acordo com o Departamento de Justiça, ele repassou documentos com informações sobre armas nucleares, jatos de combate e mísseis de defesa aérea.

Kadish trabalhou em um centro de engenharia do Exército americano em New Jersey e é suspeito de ter tido contato com Yosef Yagur, o mesmo agente do governo israelense ao qual se reportava Jonathan Pollard, outro espião israelense que cumpre prisão perpétua.

Acusado de entregar uma grande quantidade de informações confidenciais, Pollard foi preso e condenado em 1986. Israel lhe concedeu cidadania em 1996 e, dois anos depois, reconheceu que Pollard era um espião. Desde então, o governo israelense vem tentando, sem sucesso, sua libertação.

A prisão de Kadish e sua relação com o caso Pollard mostram que a rede de espionagem israelense nos EUA era maior do que até então havia sido divulgado. “Além de ser uma rede maior do que imaginávamos,eles conseguiam se ocultar muito bem”, disse o procurador Joseph di Genova, que trabalhou no caso Pollard.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, Washington questionará Israel sobre o caso. “Não é o tipo de comportamento que esperamos de um aliado”, afirmou.

Segundo os documentos do Departamento de Justiça, Kadish atuou como espião entre 1979 e 1985, mas seu contato com Tel-Aviv continuou até março deste ano. Funcionários do governo americano, que efetuaram a prisão, informaram que Kadish não recebia dinheiro em troca das informações.

REAÇÃO DE ISRAEL

“Não sabemos de nada. Tudo o que ouvimos foi por meio da mídia”, afirmou ontem Arye Mekel, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel. Uma autoridade do Ministério da Defesa de Israel, que não quis se identificar, também negou o envolvimento israelense no caso. “Acho difícil acreditar que, depois do caso Pollard, nós recrutaríamos outro espião americano.”

 

Fonte:Estado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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