|
|
| |
Se aprovado pelo Congresso, dinheiro se somará ao orçamento de mais de US$ 2 bi para a área
Agências Internacionais
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ontem ao Congresso US$ 770 milhões em ajuda alimentar adicional para atenuar a crise impulsionada pelos altos preços da
comida em várias partes do mundo.
“Estamos trabalhando para garantir que os cidadãos mais pobres recebam a comida de que necessitam”, disse ele, durante um evento na Casa Branca. “Em alguns dos países mais pobres do mundo, a alta dos
preços pode significar a diferença entre comer no dia-a-dia ou ir para a cama com o estômago vazio”, afirmou o presidente.
O dinheiro tem como objetivo suprir necessidades imediatas, como a ajuda a agricultores em países em desenvolvimento para que aumentem a produção e distribuam seus produtos mais rapidamente para o
mercado. Segundo o presidente americano, “para romper o ciclo da fome, é fundamental desenvolver a agricultura”.
As altas dos preços dos alimentos em todo o mundo já provocaram distúrbios em vários países. Os EUA são o maior fornecedor de ajuda alimentar no mundo. No ano passado, o país destinou ao segmento mais de
US$ 2,1 bilhões, distribuídos entre 78 países em vias de desenvolvimento. O dinheiro é gerenciado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional.
Bush afirmou que os Estados Unidos querem enviar para o mundo um claro sinal de que vão encabeçar o combate ao problema. “Com o novo financiamento internacional que anuncio hoje (ontem), fazemos chegar
ao mundo uma clara mensagem de que os Estados Unidos vão liderar a luta contra a fome nos anos que estão por vir”, afirmou.
O vertiginoso aumento dos preços do trigo e de outros alimentos básicos, aliado à escalada dos preços dos combustíveis, enfraqueceu o orçamento americano destinado para essa área. “Penso que é preciso
fazer mais e, por isso, estou pedindo ao Congresso que me outorgue US$ 770 milhões adicionais para respaldar a ajuda alimentar em nossos programas de desenvolvimento”, disse Bush.
EMERGÊNCIA
O montante adicional solicitado por Bush se soma aos US$ 200 milhões aprovados no mês passado, por meio da liberação de 250 mil toneladas de trigo de um fundo de colheita emergencial, algo que não
ocorria no país desde 2005.
“Os Estados Unidos estão na cabeça desse processo e assim permaneceremos. Esperamos que outros (países) participem conosco”, afirmou o presidente americano.
“Estamos trabalhando com o G-8 (o grupo dos países mais industrializados do mundo, que inclui também a Rússia) e outras nações desenvolvidas para assegurar o compromisso de seus governos para uma ajuda
alimentar adicional”, observou Bush.
Fonte Estado
|
|
|
|